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A Construção Da Convivência E Do Conflito

"Pedro Bryan" (2018-03-08)

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RESUMO No ano do centenário de teu nascimento, a obra de João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) volta à cena. Este ensaio destaca a incorporação do conflito pela arquitetura da "faculdade paulista" aluguel plataforma elevatória e chama a atenção pras relações entre público e privado no serviço de Artigas e na obra de artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. Tomado pelo torpor de noites mal dormidas, e pela clara emoção de estar convivendo naquele edifício "sui generis", ele desconsiderou totalmente as imagens terríveis daqueles versos e apostou: "cara, é a FAU!". É claro que ele pensou pela imagem do monumento sem porta, que efetivamente caracteriza a FAU.


Muito significativamente, em 1983, a congregação de professores da universidade barrou o pleito para transformá-lo em professor titular, o que lhe restituiria a situação profissional anterior à cassação, reparando em divisão a injustiça sofrida. O front era já na própria universidade, no limiar da reabertura democrática do estado. No ano seguinte, Artigas resolve, constrangido, se submeter a um concurso de titulação, ao fim do qual declara, enfurecido, ter sido vítima de uma "molecagem medieval". 6 meses depois, em janeiro de 1985, vinha a falecer antes aluguel de plataforma elevatória completar setenta anos.


Teu legado, não obstante, permanece muito vivo. Vilanova Artigas é o criador de uma verdadeira "universidade" de arquitetura, a chamada "escola paulista". Um legado que se transmite de criação em geração há décadas, e que fornece o tom da realização arquitetônica brasileira contemporânea. Em um registro filmado de 1978, que poderá ser visto na "Ocupação Vilanova Artigas", no Itaú Cultural até 9/oito, o arquiteto explica sua vontade ao lançar o edifício da FAU.


Em tuas expressões, diz ter buscado a simplicidade total, sem a pequeno concessão a nenhum barroquismo, desenvolvendo uma entrada que é um peristilo clássico, como um templo grego sem porta. Raciocínio que termina com uma frase lapidar, que até hoje razão ódio em todos aqueles que sentem-se desconfortáveis no prédio: "Só entram deuses pela FAU. Lá não tem gelado nem sequer calor!".


Essa é, realmente, uma frase renomado, especialmente se considerarmos que o teu autor é um comunista ateu. O prédio da FAU, além de tudo, inspira respeito e admiração pelo modo como nos educa. Um edifício feito sem a divisão hierárquica entre salas e corredores, no qual todos os espaços têm a propriedade de lugares de estar e de desfrute, como no caso de suas famosas rampas.


Uma universidade que carrega consigo um ideal civilizatório, relativo à importância e à responsabilidade do viver compartilhado, no qual a liberdade não é um atributo descomplicado nem imediato, mas uma coisa que se vitória aos poucos. Já que ali "o cidadão se instrui, se urbaniza, ganha espírito de equipe", completa. É significativo frisar por aqui a ideia de urbanidade, visto que a imensa liberdade que o edifício da FAU inspira necessita de uma mediação fundamental, que é o respeito ao ambiente do outro.


Está aí uma das características centrais da chamada "escola paulista" de arquitetura: o duelo ao predomínio do doméstico e do privado, no Brasil, sobre a instância pública. É o que, na hipótese social, chamamos de patrimonialismo: a tendência, muito própria a certos países colonizados e escravocratas, a cuidar os temas públicos com base nas relações pessoais de favor. Não por acaso Artigas projetou tantas casas. Casas que se contrapõem frontalmente ao idílio doméstico, ao fetiche da intimidade, às ideias de privacidade, segredo e compartimentação, ao pequeno conforto burguês, com seus bibelôs e pelúcias.


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Trata-se, no fundo, de uma revisão da relação habitual entre programa doméstico e lote urbano em São Paulo, herdeira tal do paradigma dos palacetes ecléticos da elite quanto da acanhada tipologia rural importada sem mediações pra cidade. Você pode pretender ler alguma coisa mais profundo relativo a isto, se for do teu interesse recomendo ir até o blog que originou minha post e compartilhamento destas sugestões, encontre plataforma elevatória https://www.grupoapc.com.br/plataformas-Articuladas/ e leia mais sobre isto. Com isto, Artigas abole, tendo como exemplo, o enorme corredor lateral que costumava conduzir o automóvel para uma garagem situada pela parcela de trás das casas, próximo aos aposentos de serviço.


Ao mesmo tempo, à capacidade que unifica toda a construção perante uma cobertura única, progride ao máximo possível o edifício sobre os limites do lote, absorvendo-o no interior da residência na forma de jardins internos. De qualquer maneira, a ideia de contrariar a rotina convencional em nome de uma moral rígida é muito deve. A resposta não é funcional nem técnica.


Várias das casas de Artigas se parecem com materiais urbanos, obras públicas, como estações rodoviárias, fóruns e escolas. Sérgio Ferro, seu discípulo dissidente, viria a criticar o que entendeu como um descompasso entre ideologia e realidade. No fim de contas, o paradigma dessa arquitetura havia sido formado, no tempo da construção de Brasília, com o alto objetivo de edificar um estado novo e moderno.



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